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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Pilates: corpo malhado sem a pressão da musculação


O método é considerado atualmente uma das melhores opções para quem não pode - ou não quer - lidar com a pressão da musculação


São Paulo - Músculos firmes, fortes, alongados, barriga mais definida e mais autocontrole. É possível ter ainda ótima postura, articulações mais saudáveis, melhor capacidade respiratória e maior tolerância ao estresse. São por esses (e outros) motivos que o pilates conquista novos adeptos a cada dia. O método é considerado atualmente uma das melhores opções para quem não pode - ou não quer - lidar com a pressão da musculação.

"O Pilates tem sido escolhido por várias pessoas por ser uma modalidade de baixo impacto. Ele evita que a coluna sobrecarregue durante os exercícios. A boa forma é adquirida ao adotar exercícios de solo ou em aparelhos trabalhando muitos músculos do corpo de forma ritmada. Também fazem aumentar a queima calórica, o que auxilia na diminuição do percentual de gordura localizada e, consequentemente, leva ao emagrecimento e ajudam a deixar a barriga mais definida", explica o fisioterapeuta e sócio-diretor da rede Metacorpus Studio Pilates, Michel Salgado.

Pessoas praticam pilates em uma academia: a prática tem sido uma das mais indicadas pelos médicos no tratamento de diversas patologias

Segundo Michel Salgado, que também é instrutor-supervisor do método na rede, o ideal é realizar um treino aeróbio associado com o treinamento anaeróbio. No treinamento aeróbio é interessante manter uma intensidade baixa, com uma duração entre 30 minutos a 1 hora, para que ocorra a utilização não só da glicose e do glicogênio, mas também do lipídio armazenado. O treinamento anaeróbio pode ser intercalado com o anterior, porém em alta intensidade, promovendo hipertrofia muscular fazendo um aumento no metabolismo basal o que ajuda no emagrecimento.
“O pilates também tem sido uma das atividades mais recomendadas por médicos para o tratamento de diversas patologias, incluindo correção da má postura, sedentarismo, estresse e outros problemas na coluna, devido principalmente, ao baixo impacto dos exercícios nas articulações”, explica.
Sem lesões
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), apontam que cerca de 80% da população têm dores nas costas e muitas outras são acometidas por algum problema osteomioarticular relacionados ao trabalho, ao estresse, à má postura, ao sedentarismo, obesidade e a outros fatores. Por conta disso, é crescente a busca por exercícios especializados em todo o mundo. A prática de Pilates, por exemplo, tem sido uma das mais indicadas pelos médicos no tratamento de diversas patologias – incluindo problemas de correção de postura e opção de atividade física para pessoas que sofreram algum tipo de lesão muscular ou nas articulações.


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Método Pilates auxilia na recuperação de AVC


Por Rafaela Porto
Instrutora Certificada STOTT PILATES ™
Coordenadora Técnica da Pilates StudioFit CREF 04836-G/SP


A notícia que você lê abaixo ganhou destaque no portal G1 e, também, nossa atenção e considerações sobre o tema:
Quem vê a dona de casa Donor Azaro D’Lippi, de 76 anos, praticando Pilates, método de controle e fortalecimento muscular, não imagina a importância da técnica na vida dela. Depois de sofrer três acidentes vasculares em três anos consecutivos (1989, 1990 e 1991), ela começou a realizar Pilates diariamente, contribuindo para recuperar os movimentos do lado direito do corpo.
"No início, eram três horas de manhã e três à tarde de fisioterapia e depois me voltei ao Pilates”, disse Donor ao mencionar que frequenta as sessões de duas a três vezes por semana. “Pilates é fundamental na minha vida”.
Segundo a fisioterapeuta, Lucélia Sant’Anna, realizar Pilates ajuda as pessoas a adquirirem uma postura melhor e terem mais disposição para a rotina de trabalho, além de fortalecer os músculos. Uma sessão de Pilates dura uma hora e é indicado para todas as faixas etárias, com exceção de crianças menores de quatro anos. “Quem inicia Pilates desde criança tem a possibilidade de crescer com a musculatura fortalecida. O abdômem é a base de tudo e vai sendo exercitado com o passar dos anos”, diz Lucélia.

Na história da técnica, Joseph Pilates criou o primeiro studio do método em 1923. Desde então, as casas especializadas se espalharam pelo mundo. Segundo a fisioterapeuta, quem não gosta do ambiente agitado de academias encontra no Pilates a calmaria que precisa. "Muita gente não gosta da agitação e procura o Pilates porque trabalha o corpo aliado a respiração. É quando podemos intensificar os exercícios”, explicou.
O método prioriza trabalhar com os limites de cada indivíduo. É levado em consideração o ritmo e o que já pode ter ocorrido com os músculos dos pacientes. Uma sessão envolve no máximo quatro pacientes e o atendimento personalizado é exigido para que o resutado seja satisfatório. “Durante a sessão é comum ficar corrigindo a postura de quem está na sessão. A gente sempre diz que há um passado do cliente que precisa ser percebido. Não é só uma coluna vertebral, se trabalha com a mente também”, afirma a fisioterapeuta.

CONSIDERAÇÕES:
Envelhecer não deve ser sinônimo de incapacidade. É possível aproveitar a vida quando se está numa idade avançada. Uma ótima maneira de se fazer isso é praticando atividades físicas.
Através os exercícios o equilíbrio é restabelecido, restaurando as conexões responsáveis pela sensação de segurança ao caminhar ou a realizar as atividades do dia-dia por exemplo.
Os exercícios focam, sobretudo, as musculaturas mais profundas, tais como o transverso do abdômen, multifídios e paravertebrais, que são responsáveis pela estabilização da coluna e do assoalho pélvico. As aulas de Pilates resgatam a flexibilidade, um dos principais problemas nesta faixa etária, nas mulheres. A prática ainda pode evitar patologias como: queda de bexiga, disfunção do assoalho pélvico, em que os músculos da região pélvica ficam fracos.
O Pilates incentiva a vontade de aprender e viver, proporcionando melhor qualidade de vida. Através dele os idosos podem resgatar a confiança em si mesmo, valorizando-se mais e desfrutando melhor das coisas boas que a vida tem a oferecer.
Cabe lembrar que qualquer prática de atividade deve ser acompanhada por profissionais qualificados para que cada indivíduo seja tratado de forma individualizada levando sempre em consideração as condições clínicas e físicas de cada pessoa.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Hérnia de Disco


Por Carla Hoffman
Fisioterapeuta (CREFITO: 143420-F)
Instrutora de Pilates em formação STOTT PILATES®
hérnia de disco lombar é caracterizada pelo deslocamento do núcleo pulposo para os espaços intervertebrais (centro do disco que se localiza entre as vértebras da nossa coluna).
Admite-se que 80% da população mundial adulta têm ou terão lombalgia, 30 a 40% desta população apresentam hérnia de disco lombar de forma assintomática e 2 a 3% já estão acometidos pelo sintoma desta patologia, cuja prevalência acima dos 35 anos é de 4,8% no universo masculino e 2,5% no feminino. A idade média para o aparecimento da primeira crise de dor é de aproximadamente 37 anos, sendo que em 76% dos casos há antecedente de dor lombar uma década atrás.
A maioria das hérnias ocorre na região lombar, mas também existem hérnias da região torácica e cervical. Neste texto iremos abordar as hérnias de disco lombares, e para compreendermos o que é a hérnia de disco e seus sintomas, é necessário entendermos como funciona a anatomia e a biomecânica da coluna lombar.
A coluna lombar é formada por cinco vértebras lombares (L1 a L5), são mais robustas e por isso, suportam a descarga de peso, a coluna lombar realiza principalmente flexão e extensão, aproximadamente 40° e 35° respectivamente e apenas 5° de rotação. Com esses movimentos, o disco intervertebral, que pode ser descrito como sendo um conjunto de amortecedor, feito principalmente para suportar as pressões que são impostas as vértebras, se movimentam junto com a coluna, quando ocorre a flexão o núcleo do disco se desloca posteriormente e quando ocorre a extensão o núcleo do disco se desloca anteriormente.
estabilidade da coluna ocorre de maneira passiva e ativa, entre os estabilizadores passivos estão os ligamentos longitudinais anterior e posterior, sendo o anterior mais largo e o posterior mais delgado. Já os estabilizadores ativos, ou dinâmicos, são os músculos profundos do CORE (centro do nosso corpo) que são: o transverso do abdômen, assoalho pélvico, multífídos e diafragma que formam um cilindro de sustentação da coluna, estes são essenciais ao movimento, proporcionando estabilidade e proteção, absorvem os choques e nutrem as articulações.
O que ocorre inicialmente em sua fisiologia é a diminuição dos proteoglicanos no disco intervertebral que são responsáveis pela hidratação do núcleo pulposo. Com a conseqüente perda das propriedades do núcleo pulposo mais pressão é transmitida para o disco intervertebral, o núcleo perde suas propriedades hidráulicas de amortecedor das pressões e as fibras do disco intervertebral tornam-se mais susceptíveis a ruptura e como conseqüência maior a chance de ocorrer hérnia de disco (quando o núcleo de desloca para fora). Com isso, a hérnia de disco comprime as raízes dos nervos e medula, que estão próximas a ela.
Quando a hérnia de disco ocorre na região lombar, causará os sintomas de dor lombar e/ou dor em pernas, e/ou parestesia (formigamento) em pernas e/ou fraqueza em pernas. O local da perna que será afetado dependerá de qual altura da coluna lombar surgiu a hérnia de disco e, consequentemente, qual a raiz do nervo ciático que está comprimindo. Além disso, as lesões da coluna vertebral são atribuídas ao desequilíbrio e desalinhamento desta estrutura, ou seja, a má postura.
Fatores hereditários são os que mais provocam hérnia de disco, os fatores como os traumas de repetição notrabalho e no esporte, traumas direto, o fumo e a idade avançada também são motivos de lesões degenerativas. O sedentarismo é um fator determinante para dores nas costas oriundas da hérnia de disco e de outras doenças, pois as pesquisas comprovam que a atividade física qualitativa para coluna é um fator de extrema importância para melhora e prevenção das dores nas costas.
Entre fatores ocupacionais associados a um risco aumentado de dor lombar e hérnia de disco estão:
•Trabalho físico pesado
•Postura de trabalho estática
•Flexionar e girar o tronco freqüentemente
•Levantar, empurrar e puxar
•Trabalho repetitivo
•Vibrações
•Psicológicos e psicossociais (por exemplo: ansiedade e estresse)
Para tratar a hérnia de disco temos duas opções o tratamento cirúrgico e o conservador. Como a disfunção dos tecidos moles pode alterar o movimento articular e diminuir a eficácia da mobilização-alongamento da articulação, o tratamento frequentemente inicia-se com fisioterapia para diminuir a dor e o espasmo muscular e aumentar a mobilidade dos tecidos moles.
Portanto, o objetivo passa a ser de melhorar o grau de mobilidade músculo-articular, diminuir a compressão no complexo disco vértebras, fortalecer os músculos profundos e posturais da coluna vertebral através de exercícios terapêuticos específicos enfatizando o controle intersegmentar da coluna lombar, cervical, quadril e ombro, promovendo uma postura e uma estabilidade adequada.
Com os princípios abordados pelo método Pilates é possível manter os benefícios decorrentes do tratamento, através da respiração melhoramos os sintomas de ansiedade e estresse, com os exercícios, que enfatizam a estabilização da pelve, caixa torácica, ombros e cervical, fortalecemos a musculatura profunda e global, melhoramos a flexibilidade, equilíbrio e com isso obtemos uma maior consciência corporal mantendo uma postura mais alinhada e protegida.